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© Ânimo Desenvolvimento Humano

Na vida, guarde corretamente seus preciosos vinhos.

September 19, 2017

 

Na hora de pagar o rango, percebo uma verdadeira adega na parede atrás do caixa.

Eram muitos vinhos, acondicionados de cabeça para baixo.

Saí dali matutando que aquele procedimento iria estragar o sabor do vinho, pois o contato dele com a rolha iria azedar tudo. 

Aí, tomado de curiosidade, pesquisei a maneira correta de se acondicionar vinhos.

E aprendi que o proprietário daquele restaurante tão simples, quase um pé sujo, estava certíssimo.

A maneira correta é aquela que o vinho toca na rolha, para conservá-la "viva", expressão que os etnólogos usam. 

Se assim não for feito a rolha irá morrer, e secará perdendo toda a sua função de evitar que o ar adentre dentro do vinho e o oxide. A rolha precisa beber do vinho, tronando-se ela e ele uma única criatura "viva".  

A curiosidade pelo aprender talvez seja a competência mais importante das carreiras profissionais, e até da vida pessoal, na atualidade.

Ter curiosidade para adentrar nos labirintos do conhecimento, buscar as fontes diversificadas e consistentes, checar a veracidade das matérias, aprender a pesquisar, e a ler o contexto de uma determinada situação, ao melhor compreendê-la pelo seu estudo disciplinado, é um tanto enriquecedor.

Nunca mais guardarei meus vinhos em pé. O jeito certo é deitado. Depois que aprendemos algo, mudamos de fase. 

Somos seres, sempre aprendentes e ensinantes, nunca acabados. Estamos em permanente construção de um melhor esboço possível de nós mesmos. 

Portanto, antes de dizer que o jeito de guardar o vinho está errado, como eu disse, que tal pesquisar sobre o tema? 

E isso vale para tudo. Nada pior do que a arrogância do conhecimento, aquela que diz que sabemos de tudo, e nos dá as credenciais para sair julgando todo mundo, a partir das janelas de nosso próprio mundo. 

E isso vale também nas relações interpessoais, pois ao nos permitirmos ouvir o outro, de forma apreciativa, propiciamos a abertura de nossas janelas para o pensamento da outra parte, que ao em nos entrar vai nos reciclar, e arejar nossa arraigada visão de mundo.

Quanto mais aprendemos do mundo do outro, mais nossa rolha interior, aquela que guarda o vinho de nossas emoções, ficará viva e renovada.

Para isso precisamos tocar na realidade, a rolha, para que ela nos ensine também.  

Não dá para amadurecer humanamente se falando, como um bom vinho, sem esse mergulho no outro, em nós mesmos e na realidade, nessa crônica representado pela rolha.

Todo nossa evolução humana é mediatizada pela realidade. Ou seja, ela a realidade, é uma intermediária e interface importante de aprendizagem.

Caso assim não façamos, caso paremos de buscar nossa evolução para o ser +, ficaremos oxidados, em nosso processo de crescimento pessoal e profissional. Tal qual rolhas que perderam sua função e corroeram-se, em mil poros, deixando o ar penetrar no vinho e matá-lo, por oxidação. 

Então caros amigos e amigas, nutra curiosidade de aprender, e de tudo, e com todos. Tudo na vida ensina, tudo com a vida se ensina. 

É só manter viva a virtude da curiosidade. Aquela que faz deitar nossa arrogância do saber, sempre que nos permitimos a um novo aprender.

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