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© Ânimo Desenvolvimento Humano

Ecologia Emocional

November 13, 2017

 

Recentemente palestrei no evento Despoluir,  patrocinado pela Confederação Nacional dos Transportes e Sest-Senat, objetivando a atualização técnica dos profissionais responsáveis pela aferição das missões de gases poluentes, na frota de veículos comerciais do Brasil.

O tema que preparei foi sobre a Ecologia Humana.  Qual a emissão de poluentes sócio-comportamentais que lançamos nos ecossistemas humano em que convivemos?

Qual nossa patada ecológica relacional? Usando por analogia o termo "pegada ecológica", que mensura o quanto de insustentabilidade produzimos com nossos hábitos de consumo e estilo de vida.

 

Pois bem, qual o tamanho e impacto de nossa convivência com outros?

 

Precisamos nos policiar quanto a isso, e fazer nossa parte para a melhoria da ecologia emocional de onde habitamos e passamos boa parte do dia: no mundo do trabalho, estudos e da família.

 

A primeira coisa é reduzir a emissão de dejetos emocionas.  São eles as expressões de agressividade, indiferença às necessidades do outro, dominação, pessimismo, mágoas, invejas, desprezo e preconceitos. Esses dejetos tóxicos não só é ruim para quem é exposto a eles, mas principalmente para quem os emite. Os técnicos do Sest-Senat quando vão á campo levam um aparelho que mede as emissões e a partir das medições, recomendam soluções tecnológicas para redução das mesmas.  Nos humanos temos duas formas de aferir nosso nível de toxidade: a primeira delas é na busca pelo autoconhecimento, é quando a pessoa saca que algo está estragado dentro dela,e que lança parte desse estrago nos outros, causando muito mal a eles. A segunda, é um gesto de profunda coragem, e se dá quando a pessoa pergunta a quem ela confia como está sendo percebida, em suas interações sociais. Quantas das vezes não temos ideia do quanto estamos ficando ranzinzas, pessimistas, chatos e agressivos, até que um amigo nos dê um toque?

 

A segunda atividade é conter o processo de contaminação emocional nos outros. Quando estamos cheios de sujeita emocional, os dejetos, acabamos por influencias as pessoas ao nosso redor, ou contaminá-las com nossos mau-humor e visão de mundo tão negativa.  Você pode conter esse processo de duas maneiras. Se é um emissor, pode segurar mais a onda. Ao reconhecer que algo dentro de si está fedendo, e fechar as portas de seu coração e boca, para não levar esse fedor aos outros. Uma atitude de muita compaixão pela saúde emocional do ambiente em que vive.  Se é um receptor de contaminação emocional, você pode evitar relacionar-se com essa pessoa. Ou criar barreiras internas que evitem que você passe a operar na mesma frequencia dela, contaminando-se pelos dejetos que ela lança, indistintamente.  É uma escolha. Aliás, ser mais feliz é uma escolha racional. 

 

A terceira atividade é diminuir o efeito estufa. Tudo segue um fluxo:  dejetos emocionais são lançados no ecossistema humano,  contaminamo-nos com eles, e essa poluição cria uma atmosfera asfixiante para se viver e trabalhar, como um efeito estufa emocional. Você dá deve ter vivido alguma situação assim. Daquelas em que parece que estamos dentro de uma panela de pressão, que tudo fica carregado. Onde tudo é motivo par explosões, desconfiança e melindres. O ambiente relacional fica degradado e é custoso fazer algo junto com as outras pessoas.  Como diminuir o efeito estufa? Sendo menos um que lança dejetos emocional na atmosfera da equipe, escola ou da família. Fazendo a sua parte. No lugar de desejos lançar coisa boa no ambiente: ajuda fraterna, amizade, paz, diálogo, empatia e respeito. Se cada um fizer a sua parte, para um melhor ecossistema humano, o efeito estufa diminuirá muito. O problema é que ficamos esperando pelo outro.

 

Por último, falei na palestra do nível mais insustentável da falta de ecologia humana, que se dá após o fluxo: dejetos,  contaminação  e efeito estufa acontecer. Que é o da chuva ácida comportamental. Quando estamos chovendo assim, acabamos com qualquer espécie de esperança que vingue ao nosso redor, inclusive com a nossa. E matamos a vida que teima em acontecer. Ficamos brutos e perdemos a poesia e as utopias. Nada presta, ninguém presta e tudo tudo está muito ruim, e vai piorar, é assim que fazemos ao chover acidez comportamental. Com isso,  anula-se qualquer possibilidade de reinvenção pessoal, de renovação, e até de inovação, ou expansão das fronteiras da consciência e pensamento, de construção de alternativas, ou de acolhimento e gratidão pela vida possível que temos. Na chuva ácida relacional, contabiliza o que o outro, a realidade e a própria pessoa tem que lhe faz falta, e perdem-se capacidades de valorizar o que sobra, no outro, na realidade e em si mesmo. A chuva ácida destrói valor social, diminuindo a boa coletivo-vivência. 

 

Este contexto de aumento da insalubridade relacional é mundial, e explode nas corporações do trabalho, famílias e instituições de ensino, lugres de maior investimento de tempo das pessoas. E, cada um precisa fazer sua parte, assim como fazemos na ecologia ambiental, ao fechar a torneira ao escovar os dentes.  Nossa parte pode ser a de não aumentar a insustentabilidade humana dos ambiente em que convivemos.  Ser pessoa de paz, de gratidão, de diálogo, de respeito às diferenças e ética. Ser pessoa de amizade, de compaixão, de empatia,  de cooperação e comprometimento com a saúde emocional da equipe. O efeito disso será muito bom, inclusive para os outros que conosco conviverem, pois sairão mais dispostos e animados para enfrentar as dificuldades diárias. E não ao contrário.   E, em tempo de ambientes tão tóxicos, se isso acontecer será uma contribuição e tanta. Se será!

 

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