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© Ânimo Desenvolvimento Humano

Amplie horizontes do ser, pensar e fazer.

February 1, 2018

 

Eu estava indo conhecer as praias da cidade de Baiá da Traição-PB, 90 km de João Pessoa, quando lá chegando me deparei com essa propaganda.  

Eu vibrei com o autor desse anuncio.

Para quem não conhece, o coentro é uma erva aromática, boa para temperar frutos do mar e caldos diversos. Lembra um pouco a salsa, sendo esta mais usada no sul do Brasil.

Passei um tempo pensando o que teria em comum para despertar o desejo de consumo, o carvão com o coentro.  Carvão lembra, gelo, bebidas, refri, água, linguiça, carne e  pão, no limite uma verduras pra vinagrete. Mas, coentro?  E depois, quem está precisando fazer uma sopa, uma caldeirada, num vai ser atraído apenas pelo coentro.  Ele procurará alho, cebola, batata, tomate, pimentão, pimenta de cheiro e coentro.

 

Depois de um tempo matutando, deu um "Eureka", seguido de um uauuu!!!!

 

Pensei, e por que não?  Essa pessoa é genial. Ela agregou valor ao ponto de venda, sem custos, pois deve produzir no quintal de casa o coentro. E, quem sabe não tenha outras coisas que quem comprará o coentro vai perguntando se a horta produziu.

 

O cartaz atende a quem faz comidas muito comuns em beira de mar: churrasco, caldos,  caldeiradas e moquecas. 

 

Brilhante.  quem sai de casa pra comprar um molho de coentro pra um peixe que faz, leva um saco de carvão. quem sai de casa pra comprar um carvão, para um churrasco, leva de quebra, "pra completar o troco", um molho de coentro.

 

Creio que todo processo de inovação passa por uma atitude dessa pessoa, que desafiou o modo operante de quem vende carvão, e agregou algo que nunca ninguém tinha pensado em fazer, quebrando de modo disruptivo, um hábito de consumo. 
 

Esta atitude de quem fez o cartaz ensina muito ao mundo corporativo,  e até às carreiras profissionais.

 

Precisamos pensar diferente do pensado, para captar a experiência do cliente e atender aos seus desejos, nem sempre expressos de forma clara.

 

Precisamos desenvolver esse senso do "E por que não!", para alcançar  nichos de mercado que surgem a todo momento, fruto da revolução digital que vivemos.

 

Precisamos de profissionais com foco na solução e não nos problemas, que movam a natureza das coisas, que tendem a mesmice, para que se reinventem, periodicamente.

 

Recentemente soube que o setor de doação de sangue está passando por uma série crise, por conta da quarentena que os que se vacinam contra a febre amarela precisam passar, antes que doem novamente.

 

Um pensamento com foco no problema, enfatiza a crise. Enfatiza que os estoques vão minguar. Enfatiza que hemoderivados vão precisar ser até importados, etc.

 

Um pensamento com foco na solução, junta informações diferentes e surfa na crise, emplacando um gol no lugar em que todos estão levando de lavada.

 

Todos sabem das filas quilométricas para tomar a vacina da febre amarela, pelo pânico que se instalou na população.

 

Pois bem, enquanto todos os bancos de sangue choravam o "leite derramado", sabem o que fez o HEMORIO (RJ).

 

Ofereceu a vacina aos doadores, depois que doassem. Com isso a média de coleta diária aumentou 220%, e agora tem fila de gente querendo doar sangue para tomar a vacina. Sem falar que muitos, poderão gostar da experiência de ajuda ao próximo com sangue, e voltarem após os 40 dias.

Entenderam onde quero chegar? 

 

Esse pensamento tem que ser estimulado em nossas Instituições e no desenvolvimento dos seus colaboradores. Há um oceano de possibilidades que ainda não foram pensadas, na perpectivas dos clientes.

E, não falo de caros sistemas de TI, APPs  ou parafernália eletrônica.

 

Falo de coisas simples, como agregar ao cartaz do carvão o do coentro. Ou em trazer vacinas para serem dadas a quem doa sangue. 


Precisamos desenvolver uma cultura de inovação, que começa com coisas bem simples, ali presentes todos os dias, que poderão ser olhadas de uma outra forma, aprimoradas, ou até reinventadas.

 

Mas, só consegue fazer assim quem trabalha em ambientes que estimulam a participação, com liderança madura, formadora e ética, e onde o erro que algum serviço ou produto originado do "Pensar Beta" não seja objeto de chicote, mas sim de um flip-chart para aprender com ele, e partir para a próxima inovação beta.

 

Não há como ter um ambiente de inovação em negócios, processos, serviços e produtos, com posturas ultrapassadas, arrogantes, pequenas e autoritárias das lideranças. 

 

 

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